História

Inaugurada em 1933 por dois jovens médicos, o cardiologista paraibano Genival Soares Londres e o neuropsiquiatra pernambucano Aluisio Cavalcanti Marques, a Clínica São Vicente funcionou como casa de repouso até 1942 e, nesse período, recebia principalmente pacientes com doenças psiquiátricas, cardíacas, geriátricas ou que necessitassem de longo período de repouso e recuperação. Nas décadas de 1960 e 1970, por iniciativa do médico Luiz Roberto Londres, filho do doutor Genival Londres, a Clínica São Vicente se abre para outras especialidades e passa a atender como hospital geral. Ainda nos anos 1970, é inaugurado o Centro de Estudos e Pesquisas Genival Londres (CEGEL).

A Clínica São Vicente se destaca pelo pioneirismo em diferentes áreas da Medicina. O doutor Genival Londres foi um dos primeiros a usar um aparelho de eletrocardiograma no Brasil. Já o doutor Aluisio Marques foi reconhecido por suas pesquisas em neurologia. A Clínica São Vicente foi precursora, entre hospitais privados do Rio de Janeiro, a criar uma comissão de controle de infecção em ambiente hospitalar; a desenvolver os serviços de residência médica e de ouvidoria para médicos e pacientes. E foi o primeiro hospital no eixo Rio-São Paulo a inaugurar uma Unidade de Queimados; e o primeiro das Américas a obter integralmente o certificado de qualidade ISO 9002, em 1997, entre outras iniciativas e reconhecimentos. 

Hoje a Clínica São Vicente é reconhecida por sua excelência e pelo constante aprimoramento de seus recursos humanos e materiais, ao mesmo tempo em que se preocupa em oferecer a seus pacientes medicina humanizada com visão holística, o que resulta em mais conforto, segurança e qualidade no atendimento.

Com 97 leitos, a Clínica São Vicente recebe cerca de 18 mil pacientes por ano no Setor de Emergência e registra média de sete mil internações anualmente. A instituição dispõe de atendimento em diferentes especialidades, com destaque para angiologia e cirurgia vascular, cirurgia geral, cardiologia, clínica médica, neurologia e neurocirurgia, ortopedia e urologia. E conta com Unidades Assistenciais em cardiologia, medicina intensiva e emergência, além de Leito de Curta Permanência e outros serviços especializados, como hemodinâmica, eletrofisiologia, diagnóstico por imagem, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia e farmácia.

Pelos seus quartos já passaram dezenas de personalidades. Foi em uma das suítes da Clínica São Vicente que o escritor, poeta e diplomata Vinicius de Moraes e o violonista e compositor Baden Powell, observados pelo jovem compositor e cantor Chico Buarque, finalizaram a música “Pra que chorar”, inspirados no choro de parentes de um paciente vizinho de quarto que agonizava. O presidente Café Filho, afastado por problemas de saúde, nos anos 1950, também esteve lá; assim como o escritor Oswald de Andrade. O ator Grande Otelo tinha um quarto praticamente cativo. Recentemente o jogador Neymar esteve internado para uma cirurgia de nariz.