Dicas de Saúde

Diabetes

No dia 26 de junho é comemorado o Dia Nacional do Diabetes, em parceria do Ministério da Saúde com a Organização Mundial da Saúde (OMS), devido ao aumento do interesse em torno do Diabetes no mundo e a alta incidência da doença. Já em 14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes.
 
Estas datas têm como objetivo conscientizar a população sobre as maneiras de prevenir, diagnosticar e conviver com a doença. 
 
Segundo a Dra. Samantha Bellizzi, médica do trabalho da Clínica São Vicente, um simples exame de sangue pode acusar o diabetes. “Caso haja elevação da glicose, exames adicionais são realizados para confirmar o diagnóstico. Por isso, é importante realizar consultas médicas e exames periodicamente, sob orientação do médico”, informa ela.
 
O Diabetes Mellitus é uma disfunção causada pela deficiência total ou parcial de produção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas. Como consequência, a glicose não é aproveitada adequadamente pelas células provocando sua elevação no sangue, ultrapassando as taxas normais (70 a 110 mg/dl).
 
 
Tipos de Diabetes:
  • Tipo 1 – seu aparecimento se dá de forma abrupta em crianças, adolescentes e adultos jovens. O início dos sintomas é súbito e a evolução clínica é rápida. É o chamado Diabetes insulino-dependente, pois requer o uso de insulina no seu tratamento. Representa 10% do total de quem tem diabetes.
  • Tipo 2 – é o mais comum e ocorre geralmente em adultos após os 35 anos de idade. O início dos sintomas é lento e podem passar despercebidos por longos períodos. É o chamado Diabetes não insulino-dependente, na sua maioria tratado com comprimidos, embora às vezes, possa ser tratado com insulina. Representa 90% das pessoas que têm diabetes.
  • Gestacional – geralmente surge em mulheres grávidas que não eram diabéticas e desaparece quando a gestação termina. No futuro, elas podem desenvolver o diabetes tipo 2.
  • Outros tipos – podem vir a ocorrer, mas constituem situações raras e são causadas por defeitos genéticos, doenças do pâncreas, endocrinopatias, infecções, síndromes genéticas, induzidos por fármacos e agentes químicos.

Fatores de risco:
 
  • Idade acima de 45 anos;
  • História familiar de diabetes;
  • Doença cardiovascular;
  • Obesidade;
  • Hipertensão arterial;
  • Sedentarismo;
  • Níveis de HDL< 35 mg/dl ou triglicerídeos > 250 mg/dl;
  • Diabetes gestacional;
  • Uso de drogas que podem elevar a glicemia (corticosteróides, diuréticos tiazídicos).
 
Sintomas:

  • Sede intensa;
  • Volume urinário excessivo e o surgimento do hábito de urinar durante a noite;
  • Cansaço, fraqueza e tontura;
  • Visão borrada;
  • Aumento do apetite com perda de peso
 
 
Diagnóstico:

  • Glicemia de jejum – valores considerados normais, após jejum de 8 horas, são de 70 a 99 mg/dl, valores acima de 126 mg/dl indicam uma suspeita de diabetes, exigindo a realização de outros exames;
  • Glicemia pós prandial – constitui-se em dosar a glicemia 1, 2 e 3 horas após uma refeição rica em carboidratos. Em pessoas normais a glicemia não deve ser superior a 160 mg/dl, 120 mg/dl e 100 mg/dl, respectivamente;
  • Curva glicêmica – após a coleta de sangue em jejum, administra-se glicose por via oral e repete a coleta de sangue 1, 2 e 3 horas após. Valores em jejum acima de 130 mg/dl e após 2 horas acima de 200 mg/dl confirmam o diagnóstico.
 
 
Dicas para prevenção do Diabetes:
 
  • Manter o peso normal;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Controlar a pressão arterial;
  • Não fumar;
  • Não ingerir bebida alcoólica;
  • Manter uma alimentação saudável.
  
Essa doença não tem cura, mas pode ser controlada. Faça visitas periódicas ao médico e oriente-se !
 
 
Fonte: www.portaldiabetes.com.br