Gestão da Qualidade

QUALIDADE E SEGURANÇA
O objetivo principal da implantação da "Qualidade e Segurança" no hospital é evitar danos ao paciente e, dessa forma, reduzir as consequências negativas de um atendimento realizado de forma insegura.

"Ao longo dos últimos dez anos, a segurança do paciente tem sido cada vez mais reconhecida como uma questão de importância global, mas ainda há muito trabalho a ser feito".
Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS).

A preocupação com a qualidade do cuidado e com a segurança do paciente em serviços de saúde têm sido uma questão de alta prioridade.

Em paralelo, ao redor do mundo, a gestão de riscos e a melhoria de qualidade e nos cuidados passaram a ter esforços conjuntos dentro das organizações de saúde, perseguindo a segurança do paciente, através de metas.
Tais metas são adotadas por instituições de todo o mundo, como forma de oferecer um atendimento cada vez melhor e adequado.

• Identificação Correta do Paciente – Os pacientes são identificados através de dois identificadores: nome completo e data de nascimento.

• Comunicação Efetiva – A prescrição completa ou resultado de exame fornecido verbalmente ou por telefone, é anotada na íntegra por quem recebe e ocorrem em situações específicas em que o médico, apesar de estar presente, encontra­se impossibilitado de realizar a prescrição médica em situações de urgência ou emergência.

• Uso Seguro de Medicamentos – Melhorar a segurança de medicações de alta vigilância através de identificação do local, da rotulagem e da armazenagem dos medicamentos de alta vigilância. Este trabalho de controle tem sido realizado pelo processo de assistência farmacêutica, em parceria com todos os processos envolvidos.

• Cirurgia Segura – Assegurar cirurgias seguras com local de intervenção correto, procedimento correto e paciente correto, através de um processo de identificação do local de intervenção cirúrgica e envolvendo o paciente no processo de marcação de membro. O processo envolve verificação dos documentos e equipamentos necessários, se os mesmos são corretos e se estão funcionando. O check list é conduzido pelo enfermeiro e documentado no prontuário do paciente.

• Prevenção do Risco de Infecções – Reduzir o risco de infecções associadas aos cuidados de saúde, educando os profissionais quanto à técnica correta de higiene das mãos e buscando a redução contínua das infecções associadas aos cuidados de saúde.

• Prevenção do Risco de Queda – Reduzir o risco de lesões aos pacientes, decorrentes de quedas, através de um processo de avaliação diária do paciente, identificando o risco e tomando medidas necessárias para prevenção da queda e redução de lesões decorrentes de queda.
Com base nessas diretrizes, a Clínica São Vicente vem desenvolvendo ações e estratégias, tendo como focos a qualidade e segurança do paciente, considerados grandes alicerces para a prestação dos seus serviços e a busca constante por resultados de excelência. A Clínica São Vicente mantém seu compromisso pela busca constante da melhoria na qualidade do atendimento a todos os pacientes/clientes e no posicionamento em segurança institucional.
Neste sentido, realiza investimentos em tecnologias, capacitação e aprimoramento de recursos humanos, elaboração de protocolos e de políticas embasadas em melhores práticas que primam, principalmente, pela qualidade do cuidado prestado ao paciente.
O processo de Acreditação Hospitalar, que levou a Clínica São Vicente a conquista da Certificação ONA II, também disseminou a cultura de segurança e qualidade contínua nos cuidados destinados ao paciente. 
Os Indicadores de Segurança do Paciente são ferramentas de rastreamento que utilizam dados administrativos para identificar potenciais complicações do cuidado e têm sido cada vez mais utilizados como medidas de segurança hospitalar.
Relacionamos abaixo informações e Indicadores de quatro destas metas, aplicadas na Clínica São Vicente.

• Prevenção do Risco de Queda do Paciente
As quedas são eventos que podem causar lesões em pacientes hospitalizados. Sua incidência no ambiente hospitalar varia conforme o tipo de paciente atendido. Idosos, pessoas com distúrbios de marcha ou equilíbrio, rebaixamento do nível de consciência e em uso de determinados medicamentos estão mais propensos a quedas.
Como medida de segurança, as instituições de saúde devem identificar o risco de queda dos seus pacientes e agir preventivamente, evitando esse tipo de evento e eventuais lesões causadas por ele.
O programa de prevenção de quedas da Clínica São Vicente inclui a identificação de pacientes com risco mais alto – em função das condições clínicas, dos medicamentos prescritos e dos tratamentos – e a adoção de medidas preventivas, conforme esse risco.
A avaliação do risco é realizada diariamente, a partir da admissão, com base nas condições clínicas do paciente. Para os pacientes em atendimento no centro de diagnósticos, ambulatórios e pronto- atendimento, o risco é determinado conforme o procedimento a ser executado.
Todos os pacientes são orientados quanto aos riscos e medidas de prevenção. Além disso, o ambiente hospitalar da Clínica São Vicente é projetado para diminuir o risco das quedas relacionadas à estrutura física e mobiliário, o que inclui o quarto e o banheiro do paciente.
O resultado desse programa é monitorado por meio do Indicador de Densidade de Incidência de Queda, com dano em pacientes internados.

O que medimos?
Nesse indicador, consideramos o número de quedas de todos os pacientes internados que levaram a dano.
GRÁFICO
ANÁLISE DO GRÁFICO
A meta estabelecida pela CSV é 0% para os pacientes internados. Nesse índice, considera­se o tempo de internação como determinante condição de risco do paciente e/ou que possa a vir a desenvolver este risco.
Esclareça suas dúvidas com os profissionais de saúde que estão lhe atendendo. Isso pode evitar falhas. Participe desse processo.

• Cirurgia Segura
O conceito de cirurgia segura envolve medidas adotadas para a redução do risco de eventos adversos que podem acontecer antes, durante e depois das cirurgias. Eventos adversos cirúrgicos são incidentes que resultam em dano ao paciente. 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu um programa para garantir a segurança em cirurgias que consiste na verificação de ítens essenciais do processo cirúrgico. O objetivo é garantir que o procedimento seja realizado conforme o planejado, atendendo aos cinco certos: paciente, procedimento, lateralidade (lado a ser operado), posicionamento e equipamentos.
A Clínica São Vicente utiliza esse modelo e trabalha com protocolos bem definidos, que contam com o envolvimento de toda a equipe multiprofissional. Os resultados desse programa são monitorados por meio do Indicador de Adesão ao Protocolo de Cirurgia Segura.
O que medimos?
Nesse indicador, consideramos o número de pacientes que chegam ao centro cirúrgico com aplicação correta do protocolo de cirurgia segura preenchido e para darmos continuidade ao protocolo, quando o paciente é admitido no centro cirúrgico.
Também fazemos a checagem de segurança, check list cirúrgico ou time out, um conjunto de ações realizadas nas diversas fases que envolvem um procedimento cirúrgico, desde o agendamento até o período pós-operatório.
Essas ações incluem:
    Identificação correta do paciente e presença de toda a equipe cirúrgica;
    Confirmação do procedimento a ser realizado e planejamento de acesso respiratório e da necessidade de transfusão de sangue;
    Posicionamento correto do paciente na mesa cirúrgica;
    Confirmação do lado a ser operado;
    Disponibilidade de equipamentos e materiais necessários para a cirurgia;
    Encaminhamento de materiais para exames diagnósticos.

GRÁFICO
ANÁLISE DO GRÁFICO
A meta foi estabelecida pela CSV em 90%, aumentando para 100%. A evolução dos resultados pode ser observada no gráfico.
Esclareça suas dúvidas com os profissionais de saúde que estão lhe atendendo. Isso pode evitar falhas. Participe desse processo.

• Identificação Correta do Paciente

O que é?
A identificação correta do paciente é muito importante para garantia da segurança do processo assistencial. Essa ação é o ponto de partida para a correta execução das diversas etapas de segurança em nossa instituição.
Em qualquer situação, mesmo naquelas em que o paciente não pode responder por si mesmo, isso garante o atendimento correto para a pessoa correta.
O processo de identificação do paciente deve ser capaz de identificar corretamente o indivíduo como sendo a pessoa para a qual se destina o serviço (medicamentos, sangue ou hemoderivados, exames, cirurgias e tratamentos).
O resultado desse programa é monitorado por meio do indicador de tripla checagem, que consiste na verificação, por leitura eletrônica de barras; do medicamento correto, conforme a prescrição médica; do paciente correto, conforme a identificação; e da identificação do profissional que realiza o cuidado. Além de medicamentos, a tripla checagem pode ser utilizada para controle de materiais e outros procedimentos.
No nosso processo de identificação do paciente são incluídas duas informações distintas: nome completo e número de prontuário/atendimento, inseridos no formato de código de barras utilizado para identificação do paciente, antes de cada ação assistencial. Isso garante que o cuidado seja realizado no indivíduo certo.
A identificação acontece no momento da admissão, por meio de pulseira, e todos os processos de segurança incluem verificação prévia das informações contidas na mesma.

O que medimos?
Nesse indicador, consideramos a taxa de realização da tripla checagem, antes da administração de medicamentos, em situações que não envolvam atendimentos de urgência e emergência.
Em função dessas diferentes situações, nossa meta para o indicador foi estabelecida em 80%. A evolução dos resultados pode ser observada no gráfico abaixo.
O que você pode fazer para melhorar esse processo?
Para garantir a segurança do cuidado, é importante manter a pulseira. Além disso, o paciente/familiar deve verificar se as informações estão corretas. Certifique-­se de que a equipe assistencial faça a conferência de sua identificação, antes de qualquer atendimento/procedimento.

GRÁFICO
Não há gráfico a ser disponibilizado.
Esclareça suas dúvidas com os profissionais de saúde que estão lhe atendendo. Isso pode evitar falhas. Participe desse processo.

• Prevenção do Risco de Infecção
Infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS) é aquela adquirida em função dos procedimentos necessários à monitorização e ao tratamento de pacientes em hospitais, ambulatórios, centros diagnósticos ou mesmo em assistência domiciliar (home care).
Mesmo quando se adotam todas as medidas conhecidas para prevenção e controle de IRAS, certos grupos apresentam maior risco de desenvolver uma infecção. Entre esses casos, estão os pacientes em extremos de idade, diabéticos, em tratamento ou com doenças imunossupressoras, com lesões extensas de pele, submetidos a cirurgias de grande porte , obesos e fumantes.
O monitoramento das IRAS permite que os processos assistenciais sejam aprimorados e que o risco dessas infecções possa ser reduzido. Nesse sentido, a higienização das mãos é um procedimento essencial. O nosso processo é baseado nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera a necessidade de higienização das mãos, por todos os profissionais de saúde, em cinco momentos diferentes, incluindo antes e depois de qualquer contato com o paciente
A infecção hospitalar é aquela adquirida no hospital e que não estava presente ou em incubação quando da admissão do paciente. Ela pode manifestar-se durante a internação ou mesmo após a alta.
Como ação para melhorar a adesão ao ato de higienização das mãos por parte de nossos profissionais, pacientes, acompanhantes e visitantes, a CCIH coordena ações e campanhas educativas de higienização das mãos, com objetivo de conscientização da importância deste ato.
Quem está mais exposto ao risco de adquirir a infecção hospitalar? 
Recém-nascidos, idosos e diabéticos.
O que você pode fazer para melhorar esse processo?
Pergunte ao médico ou enfermeiro por que você deverá usar o cateter e quanto tempo precisará ficar com ele. Questione-os sobre as medidas de prevenção de infecção que serão adotadas. Certifique-­se de que os profissionais realizam a higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel, antes e depois de cada atendimento. Se o curativo estiver sujo ou molhado, informe ao médico ou enfermeiro, imediatamente.
Avise-­os também sobre a ocorrência de dor ou vermelhidão na pele. Não deixe que familiares, amigos e demais visitantes toquem o cateter. Todos devem higienizar as mãos quando entrarem e quando saírem do quarto.

GRÁFICO
MONITORAMENTO DE RESULTADOS 2015
HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS
ANÁLISE DO GRÁFICO
Em abril, quando iniciamos o monitoramento da adesão a lavagem das mãos e definimos a meta em 70%, houve uma mobilização dos colaboradores que fazem parte do grupo mãos limpas da Clínica São Vicente e atingimos um número significativo. Nos dois meses subsequentes tivemos uma queda deste, porém foram traçadas ações e conseguimos elevar o índice.
Esclareça suas dúvidas com os profissionais de saúde que estão lhe atendendo. Isso pode evitar falhas. Participe desse processo.

ACREDITAÇÃO
A Clínica São Vicente conquistou a certificação Nível II, conferida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), uma entidade não governamental, que tem por objetivo promover o processo de certificação da qualidade em todas as organizações e prestadoras de serviços de saúde no país.  A certificação Nível II (Acreditado Pleno) confirma que a instituição, além de cumprir as exigências do Nível I (Nível de Segurança), dispõe de um sistema de planejamento e organização focado na gestão integrada. 
Também prepara a instituição para a busca de maior eficiência e efetividade no atendimento aos pacientes, na racionalização e adequação de recursos, na utilização dos referenciais de excelência do atendimento à saúde e na redução dos riscos para pacientes, profissionais e colaboradores. O principal benefício aos pacientes e médicos com essa certificação é a garantia da política de segurança. São considerados na avaliação valores como: credibilidade, legitimidade, qualidade, ética e resultado.